Notícia em desenvolvimento: Alguns detalhes abaixo não foram confirmados de forma independente. Atualizaremos conforme novas reportagens chegarem.

A Marca de Celebridade que Superou o Hype

A SKIMS de Kim Kardashian começou como uma linha de roupas íntimas que se ajustam ao corpo, do tipo destinadas a suavizar realidades em vez de remodelá-las. No entanto, aqui está ela, cinco anos depois, avaliada em US$ 5 bilhões após uma fresca injeção de capital — mais que o dobro de seu valor há apenas dois anos, em um mundo da moda onde a maioria das startups de venda direta ao consumidor falha antes de atingir nove dígitos.

O salto para US$ 5 bilhões ocorreu em 12 de novembro de 2025, quando a SKIMS captou US$ 225 milhões em uma rodada de financiamento liderada pela Goldman Sachs Alternatives.[3] É a mesma unidade da Goldman Sachs que apoiou a empresa em 2023, dobrando a aposta que já rendeu frutos generosos.[1][2] Para contextualizar, essa nova valoração supera em 25% a marca de US$ 4 bilhões atingida pela SKIMS em meados de 2023, após levantar US$ 270 milhões em uma rodada Série C liderada pela Wellington Management.[1] Dois anos antes disso, em 2023, a empresa havia registrado US$ 270 milhões em receitas, uma cifra que agora parece modesta diante de sua trajetória.

A trajetória da SKIMS desafia o ceticismo que recebeu em seu lançamento. Fundada em 2019 por Kardashian e o empresário Jens Grede, ela entrou em um mercado lotado de marcas de roupas íntimas perseguindo a onda do athleisure.[3][4][5] Mas enquanto outras buscavam momentos virais, a SKIMS construiu de forma discreta: US$ 145 milhões em receitas em 2020, uma base sólida em um ano de pandemia quando o comércio eletrônico explodiu, mas o varejo físico despencou.[3][4][5] Avançando para 2022, as vendas atingiram US$ 500 milhões, com uma valoração de US$ 3,2 bilhões em janeiro — números que chamaram a atenção de Wall Street, mesmo que as raízes da marca em endossos de celebridades levantassem dúvidas sobre sustentabilidade.[3][4][5]

Por Que os Números de Crescimento Realmente Fazem Sentido

Despeje o glamour, e a ascensão da SKIMS se apoia em métricas frias. Em 2023, ela reportou US$ 713 milhões em vendas líquidas, tornando-se lucrativa em um setor onde as margens frequentemente são apertadas por devoluções e tendências.[3][4][5] Isso é mais de quatro vezes os US$ 145 milhões de 2020, e veio em meio a ventos contrários mais amplos no varejo, como a demanda enfraquecida por gastos discricionários. A valoração de US$ 4 bilhões em julho não era hype; refletia um negócio escalando sem as cargas de dívida que afundam tantos concorrentes.

Os investidores viram o padrão cedo. O envolvimento repetido da Goldman Sachs Alternatives sinaliza confiança na execução, não apenas no poder das estrelas.[1][2] Os US$ 225 milhões da rodada de 2025, a uma valoração pré-dinheiro de US$ 5 bilhões, implicam um múltiplo limpo sobre essas vendas de 2023 — cerca de sete vezes a receita líquida, um prêmio, mas não exagerado para um player lucrativo no vestuário.[3] Compare isso com a etiqueta de US$ 3,2 bilhões em 2022, quando as vendas eram metade da colheita de 2023; o negócio acumulou valor mais rápido que a receita sozinha, sugerindo eficiências na cadeia de suprimentos ou retenção de clientes que não aparecem nas manchetes.

No entanto, o verdadeiro indicativo está na visão futura. A SKIMS deve superar US$ 1 bilhão em vendas líquidas em 2026, um salto de 40% ante os US$ 713 milhões de 2023.[3] Isso não é apenas crescimento orgânico; está ligado a uma mudança deliberada. A empresa planeja inclinar-se para lojas físicas nos próximos anos, indo além do modelo de venda direta ao consumidor que impulsionou suas vitórias iniciais.[3] Em uma era em que marcas apenas online lutam com custos de aquisição — pense em Casper ou Allbirds, que pivotaram ou foram vendidas —, a aposta da SKIMS em tijolo e argamassa pode travar a lealdade por meio de experiências táteis, do tipo que algoritmos não podem replicar.

O Caso dos Céticos Que Não Colou

Nem todo mundo comprou a história da SKIMS desde o início. Críticos apontaram sua dependência da marca pessoal de Kardashian, argumentando que era apenas mais um projeto de vaidade de celebridade destinado a desaparecer como tantos antes — lembre-se da linha de Jessica Simpson, que atingiu US$ 1 bilhão em vendas antes de falir? A SKIMS foi lançada em 2019 com shapewear como gancho, rebatizada de uma iteração anterior chamada KKW Body, mas a sombra da fama passageira pairava grande.[3][4][5]

Os céticos tinham razões: O mercado de roupas íntimas, avaliado em US$ 30 bilhões globalmente, é fragmentado e volúvel, com gigantes como Victoria's Secret se reestruturando após erros de inclusão. Os US$ 145 milhões iniciais da SKIMS em 2020 pareciam impressionantes, mas partiram de uma base baixa, e a cifra de US$ 500 milhões em vendas de 2022, embora forte, ficava atrás de behemoths como os US$ 8 bilhões da Lululemon naquele ano. As valorações pareciam infladas também — os US$ 3,2 bilhões em janeiro de 2022 foram um salto de 22 vezes ante o valor implícito de 2020, impulsionado pela efervescência do mercado privado antes de as taxas subirem e o capital de risco secar.

Mas essas preocupações ignoraram o vigor operacional. Em 2023, a lucratividade chegou não apenas por cortes de custos, mas via US$ 713 milhões em vendas que diversificaram além dos básicos para linhas de vestuário.[3][4][5] A captação Série C em julho, rendendo US$ 270 milhões a US$ 4 bilhões, veio de players institucionais como a Wellington, que apostaram em dados em vez de drama.[1] Mesmo com pressões econômicas atingindo as carteiras dos consumidores, a SKIMS manteve o curso, provando que o fator Kardashian amplificou, em vez de definir, o modelo. A ironia? Uma marca construída na ocultação — a promessa do shapewear de perfeição escondida — revelou um caminho transparente para escalar, superando rivais mais chamativos que apostaram tudo na visibilidade.

O Que o Financiamento Diz Sobre a Nova Guarda do Varejo

O marco de US$ 5 bilhões não é isolado; é um ponto de verificação em uma reorientação mais ampla das finanças da moda. A Goldman Sachs Alternatives liderando a rodada de 2025 ecoa sua participação em 2023, uma continuidade que desafia a tendência do volúvel capital de risco se afastando de apostas no consumidor.[1][2][3] O interesse do private equity na SKIMS, agora em US$ 5 bilhões pós-dinheiro, contrasta com os múltiplos de mercado público para pares — Victoria's Secret negocia a menos de 0,5 vezes as vendas, enquanto a SKIMS comanda sete vezes sua líquida de 2023.[3] Essa lacuna sublinha como as valorações privadas recompensam o potencial de crescimento sobre o escrutínio trimestral.

Olhando o arco: De US$ 3,2 bilhões no início de 2022 para US$ 4 bilhões em meados de 2023 para US$ 5 bilhões agora, a SKIMS adicionou US$ 1,8 bilhão em valor em três anos, sobre vendas que cresceram de US$ 500 milhões para uma projeção acima de US$ 1 bilhão.[3][4][5] Isso é uma taxa de crescimento anual composta acima de 40% na valoração, superando o ritmo de 30% da receita. A injeção de US$ 225 milhões alimenta a expansão, particularmente para o varejo físico, onde a SKIMS visa construir um "negócio predominantemente físico" até o final dos anos 2020.[3] Em um mundo pós-pandemia, onde 70% das vendas de vestuário ainda ocorrem em lojas, essa jogada pode capturar as compras por impulso que o e-commerce perde, potencialmente elevando as margens à medida que parcerias de atacado se aprofundam.

Desafios permanecem, é claro. Escalar pegadas físicas significa custos com imóveis e riscos de estoque, especialmente enquanto a SKIMS mira US$ 1 bilhão em vendas em 2026.[3] Se desacelerações econômicas frearem os gastos em básicos premium — o núcleo da SKIMS —, a valoração pode enfrentar pressão. Mas a estrutura da rodada de financiamento, liderada por um investidor recorrente, sugere que os apoiadores veem fossos na inclusão da marca e no controle da cadeia de suprimentos, construídos desde 2019 sob a expertise operacional de Grede.

O Caminho para US$ 1 Bilhão em Vendas — e Além

As projeções para 2026 pintam a SKIMS como uma explosão: superando US$ 1 bilhão em vendas líquidas, com expansão física como catalisador.[3] Esse é um limiar que poucas empresas privadas de vestuário atingem sem abrir capital, mas a SKIMS não demonstra pressa — sua valoração de US$ 5 bilhões permite paciência, diferente da febre de IPOs de 2021 que queimou tantos. A mudança para lojas se baseia na lucratividade de 2023, onde US$ 713 milhões em vendas geraram tinta preta sem descontos agressivos.[3][4][5]

Isso não é otimismo cego. O financiamento de 2025, de US$ 225 milhões, valoriza a SKIMS 1,25 vez mais alto que a rodada de 2023, que rendeu US$ 270 milhões, apesar de tamanhos semelhantes — evidência de múltiplos se apertando em um ambiente de taxas mais altas.[1][3] A liderança da Goldman Sachs reforça a aposta, pois seu braço Alternatives foca em apostas de estágio tardio no consumidor com tração comprovada.[2] Se o varejo físico recaptura a intimidade das compras — perdida na correria online — é a pergunta aberta, mas o histórico da SKIMS, de US$ 145 milhões em 2020 para US$ 500 milhões em 2022, sugere que ela pode se adaptar.

No final, a SKIMS encarna o realinhamento discreto no varejo: celebridade como acelerante, não motor, para marcas que dominam os básicos de oferta e demanda. Enquanto os queridinhos do comércio direto ao consumidor lidam com saturação, o caminho híbrido da SKIMS — raízes digitais, futuro físico — a posiciona para reivindicar uma fatia duradoura do bolo global de vestuário de mais de US$ 100 bilhões. A tendência maior? Um retorno ao comércio tangível, onde valorações como US$ 5 bilhões recompensam aqueles que misturam escala online com substância offline, remodelando como valorizamos as linhas de frente da moda sem alarde.

Fontes

  1. [1] SKIMS de Kim Kardashian Agora Vale US$ 5 Bilhões | E! News - YouTube — youtube.com
  2. [2] Skims Conquista Valoração de US$ 5 Bilhões | BoF - The Business of Fashion — businessoffashion.com
  3. [3] Skims de Kim Kardashian Agora Vale US$ 5 Bilhões Após Massiva Captação de US$ 225 ... — fortune.com
  4. [4] Reportado Linha de Roupas SKIMS de Kim Kardashian Agora Avaliada em US$ 5 Bilhões - TMZ — tmz.com
  5. [5] Skims Levanta US$ 225 Milhões em Financiamento, Atinge Valoração de US$ 5 Bilhões — foxbusiness.com